Banco Master

Renan acusa Motta e Lira de pressionar TCU para reverter liquidação

Senador afirma que houve tentativa de influência sobre processo que analisa decisão do Banco Central
Por Redação 20/01/2026 - 06:10
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Reprodução - TV Senado
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta segunda-feira, 19, que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) teriam pressionado membros do Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC).

Em declaração à imprensa, Renan disse ter recebido informações sobre uma suposta atuação de Motta e Lira para influenciar a análise, no TCU, do processo que avalia a conduta do BC no caso, mas não detalhou como a pressão teria ocorrido.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve a liquidação anunciada em novembro, sob o argumento de grave crise de liquidez e comprometimento da situação econômico-financeira, além de violações às normas do Sistema Financeiro Nacional, segundo o BC.

A controvérsia chegou ao TCU após o Ministério Público junto à Corte apontar suspeitas de falhas na supervisão da instituição. O processo está sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado indicado pela Câmara. Em despacho, o relator sinalizou a possibilidade de reavaliação da decisão do BC, mencionando eventual medida cautelar para preservar o valor da massa liquidada.

Adversário político de Lira em Alagoas, Renan sustenta que houve tentativa de interferência para reverter a liquidação no âmbito desse processo e de outros em análise na Corte de Contas.

Em resposta, Arthur Lira negou as acusações e afirmou que Renan “tem se especializado em criar fake news”, acusando o senador de atacar adversários “sem provas”. Procurada, a assessoria de Hugo Motta não se manifestou até a publicação.

No Senado, Renan — que preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, com previsão de requerimentos de informações, convocações de envolvidos e proposições legislativas relacionadas ao caso.


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